Otaku, outra vez?
Eu fui otaku na adolescência.
Não era otaku o tempo todo, só nos grupinhos otakus.
Talvez isso amenize um pouco, quer dizer, eu era otaku, mas nãããaoo tão otaku assim.
Isso foi em meados de 2005-2011, dos meus 14 anos até muito mais do que eu gostaria. Inclusive, não lembrava que tinha sido otaku por tanto tempo, mas fazendo umas contas... parece que sim.
Isso é pré CCXP, antes dos Vingadores no cinema e bem antes dos nerds, geeks ou otakus virarem coisas legais.
Eu frequentava eventos como Anime Friends, Anime Dreams, Ressaca Anime, Comix Fest, dentre outras; fazia parte de um grupo chamado OsBaKas1 , que era composto por otakus (esses sim, otaku em tempo integral) das cidades de Osasco, Barueri e Karapicuiba; usava camisetas e blusas de animês; tentei aprender japonês; nunca fiz cosplay, mas tenho um sonho de fazer2 e, o principal, assistia animês.
Meus animês preferidos na época eram:
- Fullmetal Alchemist (o clássico, não vi o Brotherhood ainda) (Top 1)
- Naruto (o clássico, não vi o Shippuden)
- Death Note (acho que nunca terminei, mas sei o final)
- Bleach (nunca terminei)
- BECK
- Berserk
- Cowboy Bebop
- Samurai Champloo
- Chobits
- Sakura Card Captors (Top 2)
- Claymore
- Soul Eater (nunca terminei)
- Serial Experiment Lain (esse é ótimo)
Na época eu gostava de uma gótica, então eu também me forcei a gostar de:
- Elfen Lied (que é uma porcariazinha sanguinolenta, ideal pra adolescente)
- Ergo Proxy (esse é bom)
- Hellsing (outra porcariazinha da época)
- Le Portrait de Petit Cossette (até isso eu vi)
Acontece que o tempo passou e eu sofri calado, não deu pra tirar ela do pensamento, eu ia dizer que estava apaixonado, recebi o convite do seu casamento, em letras douradas, num papel bonito, chorei de emoção quando acabei de leeeeeer, num cantinho rabiscado no verso, ela disse meu amor eu confesso, estou casando, mas o grande amor, da minha vida é vocêêêê fui largando os animês, me ocupando com estudos, trabalho, saindo com amigos e me interessando mais por namoros.
Hoje, eu sinto que largar os animês foi uma decisão boa (que eu não tomei, aconteceu), me fez sair um pouco de um mundo de imaginação, lúdico e de resoluções hiperbólicas, colocar os pés no chão pra encarar a vida com um olhar mais rígido e focar na minha participação no mundo real.
Eu fui pro mundo e fiz merda, só pra adiantar.
Apesar disso, as produções eram uma mistura de três coisas que eu gosto muito hoje em dia: criatividade, conhecimentos variados (as vezes supérfluos) e demonstração de amizade.
Então eu resolvi dar mais uma chance pro meu eu otaku. Ser um otaku, outra vez? Não é pra tanto.
Vou tentar voltar a ver animês e, sempre que possível, venho aqui reclamar das porcariazinhas que vou encontrando.
E por favor, me indiquem animês: thgsfarias@proton.me